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Medir a conformação: do olho do criador ao dado

Altura, ângulos e proporções. Como transformar a avaliação morfológica em medidas repetíveis que podem ser comparadas entre animais e usadas na seleção.

MorfologiaFundamentos17 set 20262 min
MORFOLOGIA

Por que medir

Todo criador experiente avalia conformação com o olho. O problema é que dois avaliadores podem dar notas diferentes ao mesmo cavalo, e o mesmo avaliador pode mudar de opinião de um dia para o outro. Medidas objetivas não substituem esse olhar; elas registram o que ele vê de um jeito que pode ser comparado, guardado e analisado.

As medidas mais usadas

TipoExemplosComo se mede
AlturasCernelha, garupaHipômetro, com o cavalo em estação em piso plano
ComprimentosCorpo, pescoço, espáduaFita ou hipômetro entre pontos anatômicos
PerímetrosTórax, canelaFita métrica
ÂngulosEspádua, quartela, garupaGoniômetro ou foto calibrada

O ponto crítico é a padronização: o mesmo piso, a mesma posição dos membros, os mesmos pontos anatômicos de referência e, de preferência, o mesmo avaliador. Sem isso, a variação de medição pode ser maior que a diferença real entre os animais.

Da foto ao número

Fotografias tiradas de lado, em ângulo reto com o animal e com um objeto de tamanho conhecido no plano, permitem medir ângulos e proporções em software. O mesmo vale para o vídeo em movimento, que permite estudar a passada e a simetria dos andamentos. É um caminho barato para construir um banco de dados morfológicos do plantel.

Morfologia e genética

Muitas medidas corporais têm herdabilidade moderada a alta, o que significa que respondem bem à seleção. Quando a morfologia é medida e registrada junto com o pedigree e, no futuro, com dados genômicos, ela deixa de ser opinião e passa a ser informação para decidir acasalamentos.

Equipe Tucovet Select

Escrito pela equipe do Laboratório Select, laboratório de ICSI equina em Porto Feliz - SP. Encontrou um erro ou quer sugerir um tema? Escreva para contato@tucovet.com.br.