Por que medir
Todo criador experiente avalia conformação com o olho. O problema é que dois avaliadores podem dar notas diferentes ao mesmo cavalo, e o mesmo avaliador pode mudar de opinião de um dia para o outro. Medidas objetivas não substituem esse olhar; elas registram o que ele vê de um jeito que pode ser comparado, guardado e analisado.
As medidas mais usadas
| Tipo | Exemplos | Como se mede |
|---|---|---|
| Alturas | Cernelha, garupa | Hipômetro, com o cavalo em estação em piso plano |
| Comprimentos | Corpo, pescoço, espádua | Fita ou hipômetro entre pontos anatômicos |
| Perímetros | Tórax, canela | Fita métrica |
| Ângulos | Espádua, quartela, garupa | Goniômetro ou foto calibrada |
O ponto crítico é a padronização: o mesmo piso, a mesma posição dos membros, os mesmos pontos anatômicos de referência e, de preferência, o mesmo avaliador. Sem isso, a variação de medição pode ser maior que a diferença real entre os animais.
Da foto ao número
Fotografias tiradas de lado, em ângulo reto com o animal e com um objeto de tamanho conhecido no plano, permitem medir ângulos e proporções em software. O mesmo vale para o vídeo em movimento, que permite estudar a passada e a simetria dos andamentos. É um caminho barato para construir um banco de dados morfológicos do plantel.
Morfologia e genética
Muitas medidas corporais têm herdabilidade moderada a alta, o que significa que respondem bem à seleção. Quando a morfologia é medida e registrada junto com o pedigree e, no futuro, com dados genômicos, ela deixa de ser opinião e passa a ser informação para decidir acasalamentos.